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Servidores da Assembleia Legislativa relembram trajetórias e momentos históricos da instituição

Especial do Dia do Servidor Público destaca histórias de dedicação e experiências de profissionais que acompanham há décadas a trajetória do Parlam...

Por: Redação Fonte: ALE-RO
28/10/2026 às 09h30
Servidores da Assembleia Legislativa relembram trajetórias e momentos históricos da instituição
Assembleia Legislativa de Rondônia mostra constante compromisso com o serviço público (Foto: Arquivo I Secom ALE/RO)

Celebrado em 28 de outubro, o Dia do Servidor Público é uma oportunidade para reconhecer a dedicação dos profissionais que contribuem diariamente para o funcionamento das instituições e a prestação de serviços à população. Na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), servidores com décadas de atuação ajudam a preservar a memória da instituição e testemunham as transformações ocorridas ao longo de sua história.

 

A data remete à publicação do Decreto-Lei 1.713, de 28 de outubro de 1939, que estabeleceu o primeiro Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União. Desde então, a administração pública passou por mudanças, acompanhadas pela ampliação dos serviços oferecidos à sociedade e pela valorização da qualificação profissional.

 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui aproximadamente 12,6 milhões de servidores públicos, que representam cerca de 12% da força de trabalho formal do país. Esses profissionais atuam em diferentes áreas, como educação, saúde, segurança pública, assistência social e nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

 

Em Rondônia, dados do Portal da Transparência do governo do estado apontam a existência de 49.555 servidores públicos, distribuídos em 60.949 matrículas, em setembro de 2026.

Foto: Reprodução/ALE-RO
Foto: Reprodução/ALE-RO
Servidores da Alero comemoram as aprovações de projetos que benefeciam carreiras (Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO)

 

Na Assembleia Legislativa, entre os profissionais que contribuem para o funcionamento da Casa de Leis, estão servidores que acompanharam diferentes legislaturas e presenciaram acontecimentos importantes da história política de Rondônia.

 

Quatro décadas de dedicação

 

Uma dessas histórias é a de Ana Aparecida Hernandez, conhecida como dona Ana, uma das servidoras mais antigas da Assembleia Legislativa. Ela ingressou na instituição em 19 de abril de 1983 e, ao longo de 43 anos, passou por diferentes setores. Atualmente, integra a equipe do Cerimonial.

 

Durante sua trajetória, trabalhou nos gabinetes de parlamentares como Amir Lando e Odaísa Fernandes. As experiências acumuladas ao longo dos anos representam, para ela, uma relação de carinho e dedicação à instituição.

 

“Em todos os lugares em que trabalhei na Assembleia Legislativa, gostei de todos. Para mim, é uma terapia! Comecei no gabinete do deputado Amir Lando, depois trabalhei com a deputada Odaísa Fernandes e, nesse tempo todo, já vi muita coisa. Estou gostando do Cerimonial. Antes, trabalhava em gabinete e precisava mudar de quatro em quatro anos, o que achava muito complicado. Alguns deputados faleceram durante o mandato, e acabamos sentindo essas perdas”, relembrou.

 

Ao comparar o início de sua trajetória com a realidade atual, dona Ana destaca as mudanças nas condições de trabalho e as oportunidades de qualificação profissional oferecidas aos servidores.

 

Foto: Reprodução/ALE-RO
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Ana, uma das servidoras mais antigas da Assembleia Legislativa, ingressou na instituição em 19 de abril de 1983 (Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO)

 

Ela também chama a atenção para a importância de aproveitar o conhecimento adquirido pelos profissionais e de buscar constantemente o aprimoramento. “Muita gente que começou aqui não tinha formação superior e depois fez faculdade, mestrado e pós-graduação. Mas muitos desses profissionais, apesar de altamente qualificados, não são aproveitados na Assembleia Legislativa. Penso que seria importante dar uma oportunidade a eles”, afirmou.

 

A servidora também deixa um conselho aos profissionais que ocupam cargos comissionados, ressaltando a importância de investir na formação e na preparação para novas oportunidades.

 

“Eu sempre digo aos comissionados que não se acomodem, porque tudo é passageiro. Muitos acham que vão continuar aqui para sempre e não estudam. Já houve dois concursos na Casa, e fico triste quando vejo pessoas que não aproveitaram essas oportunidades”, comentou.

 

Memórias do Parlamento

 

Outra trajetória que se confunde com a história da Assembleia Legislativa é a do advogado e escritor Carlos Manvailer, servidor da instituição desde 1986. Autor do livro "Percorrendo os 40 anos de história do Parlamento rondoniense", ele reúne memórias e acontecimentos que marcaram a consolidação do Poder Legislativo estadual.

 

Manvailer recorda que, quando ingressou na Assembleia, a estrutura física era bastante diferente da atual. Na época, o Parlamento funcionava em um antigo hospital adaptado para receber as atividades legislativas.

 

“O ambiente de trabalho era modesto, pois um antigo hospital havia sido improvisado para abrigar a Assembleia. Mas o Poder Legislativo funcionava muito bem. Naquele contexto, havia sessões ordinárias de terça a quinta-feira, e o nível dos parlamentares era excepcional, tanto na apresentação de projetos quanto nos debates em plenário”, recordou.

 

Foto: Reprodução/ALE-RO
Foto: Reprodução/ALE-RO
Carlos Manvailer, servidor da Assembleia Legislativa desde 1986 (Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO)

 

Ao longo de quatro décadas, o servidor acompanhou debates e decisões que influenciaram os rumos políticos e administrativos de Rondônia. Entre os episódios mais marcantes, destaca uma proposta apresentada durante a elaboração da Constituição Estadual de 1989, que previa a transferência da capital de Porto Velho para Ji-Paraná.

 

Segundo Manvailer, a proposta foi apresentada pelo então deputado estadual Edson Fidelis e provocou grande mobilização popular. “Houve vários momentos marcantes, mas um episódio de que me recordo foi quando, em 1989, durante a elaboração da atual Constituição Estadual, foi apresentada uma proposta de mudança da capital para Ji-Paraná, feita pelo então deputado Edson Fidelis. No dia da votação, houve uma grande aglomeração de moradores de Porto Velho, que, de certa forma, pressionaram os deputados, pois a votação era nominal e a maioria dos parlamentares era do interior. Para a alegria dos porto-velhenses, a proposta foi derrotada”, relatou.

 

Foto: Reprodução/ALE-RO
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Obra de Manvailer representa um marco para a política rondoniense (Foto: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO)

 

As histórias de dona Ana e Carlos Manvailer representam parte da memória institucional da Assembleia Legislativa de Rondônia. Ao longo de décadas, ambos acompanharam mudanças na estrutura administrativa, nas atividades parlamentares e nas relações de trabalho, contribuindo para a continuidade dos serviços prestados pelo Poder Legislativo à sociedade.

 

Neste Dia do Servidor Público, suas trajetórias reforçam a importância dos profissionais que, diariamente, ajudam a construir a história e a garantir o funcionamento da Casa de Leis.

 

Texto: Ivanilson Frasão I Jornalista Secom ALE/RO
Fotos: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO

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