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Ações educativas do Zoo Bahia alcançam cerca de 12 mil participações em 2026

Transformar o interesse pelos animais em conhecimento sobre a conservação da natureza é uma das propostas do trabalho de educação ambiental desenvo...

Por: Redação Fonte: Secom Bahia
28/10/2026 às 11h09
Ações educativas do Zoo Bahia alcançam cerca de 12 mil participações em 2026
Foto: Divulgação/Inema

Transformar o interesse pelos animais em conhecimento sobre a conservação da natureza é uma das propostas do trabalho de educação ambiental desenvolvido pelo Parque Zoobotânico da Bahia (Zoo Bahia). Entre janeiro e setembro de 2026, as atividades realizadas em seis projetos do setor registraram 11.762 participações, por meio de visitas guiadas, exposições educativas e ações voltadas a diferentes públicos. As iniciativas aproximam os visitantes da fauna e promovem reflexões sobre a importância da conservação da biodiversidade.

Entre as ações, o Zoo Educar registrou 6.213 participações no período, com atividades voltadas principalmente a estudantes das redes pública e particular de ensino. O projeto também contempla o Zoo Vai à Escola, que leva ações educativas às instituições de ensino, utilizando materiais como peças de animais taxidermizados para despertar o interesse dos alunos pela fauna e pelos ambientes naturais. Essa modalidade contabilizou 2.267 participações.

As visitas guiadas também são uma oportunidade para conhecer melhor os animais e compreender as funções desempenhadas pelo zoológico. No projeto Zoo Guia, foram registradas 582 participações nos nove primeiros meses de 2026. As visitas diurnas atendem grupos de até 50 pessoas por vez, com participação permitida a partir dos cinco anos de idade.

Já o Zoo Noturno, umas das atividades mais aguardadas pelos visitantes, proporciona uma perspectiva diferente sobre a rotina dos animais. Até setembro, a atividade contabilizou 243 participantes. Durante o passeio, 25 visitantes percorrem o Parque à noite para conhecer espécies de hábitos noturnos e crepusculares, com informações sobre comportamento, alimentação e particularidades que nem sempre podem ser percebidas durante o dia.

Outra frente de atuação é o Zoo Inclusão, que registrou 614 participações até setembro, promovendo experiências educativas acessíveis a diferentes públicos. Durante os percursos, a equipe de educação ambiental utiliza abordagens sensoriais, culturais e lúdicas para estimular a participação e a interação com o ambiente.

O Zoo Galeria, por sua vez, somou 4.063 participações no período. Realizada no Galpão Ambiental, a atividade apresenta exposições educativas relacionadas à biodiversidade e a temas ambientais, especialmente em datas comemorativas.

Educação ambiental aproxima público da fauna

As atividades também favorecem o debate sobre questões que afetam diretamente a fauna, como o tráfico de animais silvestres, a perda de habitats e os impactos das atividades humanas nos ecossistemas. Nesse contexto, o Zoo Bahia tem um papel importante na conscientização sobre o destino de animais que, em razão de suas condições físicas ou comportamentais, não podem retornar à natureza e precisam de cuidados sob responsabilidade humana.

Além de acolher e manter esses animais, o Parque oferece ao público a oportunidade de conhecer suas histórias e compreender os desafios envolvidos no cuidado com a fauna. A bióloga e educadora ambiental Samantha Grimaldi destaca que essa atuação reflete uma transformação na concepção dos zoológicos, que passaram a ampliar seu papel para além da exposição de animais, incorporando ações de conservação, pesquisa, educação ambiental e bem-estar animal.

“Há muitos anos, o zoológico era um centro de exposição e entretenimento. Se comprava bicho – um urso, um elefante, um tigre – para exibi-los, e esses animais eram colocados dentro de uma jaula, um espaço com cimento e grade. Com o passar dos anos, mudamos a mentalidade em cuidar dos animais. Hoje, os zoológicos no Brasil e no mundo estão conectados em prol da conservação da fauna”, afirma Samantha.

Essa mudança também se reflete na relação estabelecida com os visitantes. Ao apresentar o trabalho realizado nos bastidores, explicar os cuidados com os animais e abordar as razões pelas quais alguns deles não podem voltar à natureza, a educação ambiental contribui para desconstruir percepções equivocadas sobre o funcionamento do zoológico e ampliar a compreensão sobre sua atuação.

“Esse trabalho ajuda a desconstruir a ideia de que os animais estão no Parque apenas para serem observados e reforça a importância de reconhecer o zoológico como um espaço de educação ambiental, conservação, bem-estar animal e pesquisa. Afinal, conhecer é também uma forma de compreender e reconhecer a responsabilidade coletiva na conservação da biodiversidade”, pontua a educadora ambiental.

Fonte: Ascom/Inema 

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